Um aprendizado que passou de pai para filho e que hoje é sinônimo de qualidade e bom gosto.   Assim pode ser resumido o sabor das famosas Empadas Jerke, fabricadas a 80 anos em Joinville.

 

O estabelecimento, fixado no centro da cidade desde 1931, virou uma espécie de casa turística para visitantes (ilustres ou não) que desembarcam no município.

 

Pela confeitaria já passaram  ministros da República, políticos catarinenses e de outros Estados, além de artistas famosos como o ator global, Lima Duarte, e o piloto Émerson Fittipaldi.

 

Lima Duarte, lembra a gerente administrativa Alcinéia Simas, chegou de surpresa no ano passado durante a gravação de um comercial para a televisão e ficou mais de duas horas sentado numa das mesas da casa saboreando as empadas e os salgados.

 

Fundada pelo ex-tecelão e ajudante de confeiteiro Guilherme Jerke e a esposa, Carlota Jerke, ambos já falecidos, o negócio ganhou impulso a partir da década de 30.

 

Na época, Guilherme comprou uma casa da Rua Doutor João Colin onde montou a sua própria confeitaria. 

 

   

Fundadores

Carlos Guilherme Jerke

Carlota Jerke

 

Instalações de 1929

 

Interior da Casa Acima.

 

Fachada da Confeitaria - 1935

 

 

 

Contudo, até adquirir o imóvel, situado no centro de Joinville, o ex-tecelão precisou fazer o "pé de meia" com muito sacrifício, ou seja, arrecadando dinheiro para montar o negócio particular.

 

"Ele trabalhava de manhã na Lepper (indústria têxtil) e, a tarde, ia vender as empadas e cocadas que fazia em casa, de bicicleta, nas ruas da cidade", conta o filho Ronaldo Jerke, 62 anos, que herdou do patriarca o gosto pela atividade.

 

O fundador das Empadas Jerke nasceu em Brusque, no final do século 19, mas foi quando esteve residindo um tempo em Porto União, no Planalto Norte, que ele descobriu a receita milagrosa das empadas feitas com massa folhada.

"Somos o que somos devido ao empenho e dedicação de meu pai. Para construir este conceito de qualidade não foi nada fácil", lembra Ronaldo, que ao lado da esposa Alcinéia Simas, 46, e do filho Paulo Roberto, 38, são os responsáveis  pela continuidade do negócio.

Das mãos dele são elaborados os recheios das empadas e demais salgados.  Paulo Roberto cuida da parte de produção e distribuição e Alcinéia é a gerente administrativa da confeitaria.